sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Neologismo à francesa

INTERNACIONAL
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Um dos problemas do dito “terceiro mundo” – alimentado pelas mídias, principalmente o cinema -, é acreditar que não há pobreza e sofrimento nos países ricos. Depois do furação “Katrina”, em New Orleans, EUA, o mundo pode ver o lado pobre do país do Tio San. Agora, na França, o mesmo acontece. A morte de dois adolescentes que foram atropelados por uma viatura policial gerou forte comoção nos subúrbios e a população pobre do país foi à rua manifestar. O presidente francês Nicolas Sarkozy tenta amenizar a situação. Em discurso sobre segurança pública a policiais, usou a palavra “bandidocracia” para dizer que o delinqüente não é uma vítima da sociedade.

“Eu retruco toda a forma de angelismo que procura encontrar em cada delinqüência uma vítima da sociedade e em cada ato de violência um problema social”, disse o presidente francês. Além dessa declaração, Sarkozy disse que as ocorrências nos subúrbios empobrecidos de Villiers-le-Bel - no qual jovens destruíram carros e atiraram contra os policiais – não representam uma crise social e é, na verdade “bandidocracia”.

Declarações como essa ajudam a diminuir a popularidade do presidente eleito dia 6 de maio último, com 53,06% dos votos e sua rival, a candidata socialista Ségolène Royal, 46,94%. Segundo a pesquisa do instituto TNS-Sofres, pela primeira vez os franceses satisfeitos com o governo Sarkozy não somam 50%. O porquê: a população está insatisfeita com os altos preços, provocados pelo fortalecimento do euro frente ao dólar, e, em segundo, o desemprego.

Um forma encontrada de evitar constrangimentos e obrigar a criar palavras que diminuam a culpa do governo na desigualdade social e na violência, foi anunciar que pretende vender 3% da estatal de eletricidade, a EDF, para levantar cerca de 5 bilhões de euros para destinar às universidades, local no qual ocorrem diversas manifestações, inclusive as de duas semanas atrás quando estudantes ocuparam 20 universidades públicas.

No Brasil, a discussão sobre a violência como resultado da desigualdade social foi alarmada com o assalto do apresentador Luciano Huck, no qual, seu rolex foi levada por um delinqüente em São Paulo. Para saber mais sobre o caso, leia a matéria Um assalto para chamar de seu: Luciano Huck e a vida na periferia .

Um comentário:

cathy disse...

Amado, a França vai agradecer por ter tido esse presidente. E vou te falar, aqui precisava de um desses. A esquerda não deu certo em nenhum lugar. Na França, acabou com o país. Agora pra consertar vai doer.