A substituição das sacolas plásticas convencionais – as usadas cotidianamente pelos brasileiros – por formas alternativas está ganhando espaço no Brasil. As sacolas oxi-biodegradáveis, por exemplo, já são realidade em diversas cidades no país. Municípios como Maringá, no Paraná, e Amparo, em São Paulo, criaram leis que obrigam o comércio a utilizar as sacolas ditas ecológicas. “Demos prazo de um ano após a sanção da lei pelo prefeito para que todas as sacolas convencionais sejam substituídas”, diz o vereador da cidade do interior paulista, Donizete Urbano (PT), que é autor do projeto de lei. A Câmara dos vereadores de Campinas, SP, também aprovou, em 1ª discussão, um projeto de lei semelhante. Agora, espera uma segunda aprovação para depois ser sancionada pelo prefeito municipal.
A diferença das sacolas convencionais para as oxi-biodegradáveis está na fabricação. Ambas utilizam o petróleo como matéria-prima, porém, nas segundas, é incluído um aditivo que acelera a decomposição do material numa velocidade até cem vezes maior que a da convencional. Em números, o plástico que levaria de 100 a 500 anos, segundo estimativas, para desaparecer da natureza, leva aproximadamente 18 meses, conforme o ambiente no qual a sacola foi depositada. As sacolas degradáveis são sensíveis ao calor, à luz e à umidade.
A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou em junho de 2007 um projeto de lei que previa a obrigatoriedade do uso de sacolas oxi-biodegradáveis em todo o estado. O deputado Sebastião Almeida (PT), autor do projeto, justificou que a lei contribuiria para incorporar a reciclagem no cotidiano da população. “Essas medidas [de substituição das sacolas convencionais], com certeza, já serão de grande ajuda e os frutos será colhidos lá na frente”, diz o texto do projeto. O que o deputado não contava era com o veto do governador do estado, José Serra, ao projeto. Críticos a rejeição da lei acreditam que o lobby das indústrias de plásticos pressionaram o secretário de meio ambiente, Xico Graziano, a argumentar contra a proposta.
Um dos argumentos contra à adoção das sacolas degradáveis é o preço da fabricação. As sacolas biodegradáveis – que são feitas a partir de produtos orgânicos – são muito mais caras que a convencional. O mesmo não acontece com as oxi-biodegradáveis. “Caso o comerciante opte por sacolas plásticas feitas do petróleo, mas com o aditivo, o preço não passa de 3 a 5% do valor da sacola convencional. Em alguns casos, quando se trata de uma rede de supermercados, o valor não se altera para o comerciante, mas o impacto que estas sacolas causam ao meio ambiente diminui sensivelmente”, diz o presidente da Fundação Verde, Cláudio José Jorge.
Sacolas convencionais
As sacolas plásticas convencionais começaram a ser fabricadas em na década de 1970. Considerando que a estimativa do tempo de decomposição não é inferior a 100 anos, a maior parte dessas sacolas ainda está, de alguma forma, na natureza. Hoje, são produzidas 150 “sacolinhas” para cada pessoa.
Os sacos plásticos tornaram-se populares depois que os supermercados e lojas começaram a distribuí-los gratuitamente para empacotar as compras dos clientes. Outro fator é que com a possibilidade de estampar a marca do comércio nas sacolas, elas também viraram forma de publicidade barata para os empresários.
Hoje, as sacolas plásticas são uma das formas mais comuns de acondicionar o lixo doméstico da população. Cerca de 90%, segundo estatísticas divulgadas pela Revista Ciência do Ambiente On Line, da Unicamp, delas vão para os aterros sanitários e dificultam a decomposição de outros materiais que ali foram depositados.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Sacolas que não agridem o ambiente ganham espaço
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ADILSON JORGE
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Debate entre candidatos teve a participação acalorada do público
ELEIÇÕES 2008
A Casa do Teatro promoveu, no último dia 07, o I Fórum de Cultura que contou com debate entre todos os candidatos a prefeito de Amparo: Ricardo Luis Silva (PSDB), Paulo Turatto Miotta (PT), Fernando Gabriel Cazzotto (PR) e Luis Oscar Vitale Jacob (DEM). A participação do público, que preencheu quase todas as 250 cadeiras disponíveis, foi marcante e polêmica na tribuna livre mais do que no momento da palavra aberta aos possíveis prefeitos.
Os candidatos estiveram há todo momento bastante amistosos, referindo uns aos outros em diversas vezes por “amigo”, diferentemente da platéia que contou com visíveis manifestações partidárias entre vaias e aplausos, principalmente com a presença na tribuna livre de pessoas ligadas à prefeitura ou na abordagem de assuntos que não se relacionavam à cultura, como infra-estrutura e críticas à atual administração.
O debate deu início com a apresentação do mediador Adilson Luís Jorge e com a leitura de um texto pela atriz da companhia de teatro “Arteatrando”, Márcia Aleiixo, que falou sobre a importância da cultura, sobre o grupo e a Casa do Teatro. “A arte e política se unem para expressar e decidir sobre seus novos rumos”, expressou a atriz.
A primeira parte do debate foi de 15 minutos para apresentação das propostas de cada candidato, que variou muito pouco uma das outras. Por ordem de sorteio, o candidato Graminha foi o primeiro a apresentar suas propostas para a cultura amparense. Citou parcerias com empresas privadas, projeto de uma biblioteca itinerante nos bairros e distritos de Amparo e a criação do Festival de Verão. O segundo candidato foi Jacob, que iniciou seu discurso com uma homenagem ao diretor de teatro e escritor Roberto Madureira falecido no último dia 08 de agosto. Assim como Graminha, Jacob ressaltou parcerias com a empresa privada e apoio à Casa do Poeta, Academia Amparense de Letras, entre outros. Jacob ainda citou a implantação do Projeto Guri, do Governo do Estado e disse que a prefeitura não se esforçou para trazer o projeto à cidade. Referindo-se sempre na terceira pessoa, ressaltou que ele foi um dos vereadores que transformou em lei o Festival de Inverno, prova de que o evento continuará caso seja eleito.
Miotta se baseou principalmente nos projetos que já estão em andamento, citando as melhorias e implantações. Falou da ampliação do Projeto Ciranda Criança que hoje atende 1.000 crianças e pretende ampliar para 5.000. Ressaltou a volta do carnaval, a criação do Festival de Inverno que foi uma idealização de sua autoria e a descentralização da cultura para os bairros. Terminou dizendo que para conseguir parcerias, como com a Petrobrás, tem de haver projetos bem elaborados.
Já Cazzoto iniciou seus quinzes minutos pedindo licença para se manter sentado, pois estando em pé disse se sentir superior aos amparenses. Alegou que o Festival de Inverno é uma semente gerando frutos, mas que é um evento anual e a cidade deve ter um programa permanente de cultura e lazer. Comprometeu-se também com a construção de um teatro oficial.
Após a exibição de propostas, os candidatos tiveram três minutos para responder às perguntas sorteadas. Com o clima um pouco exaltado após as manifestações na tribuna livre, os candidatos puderam fazer suas considerações finais e se defender diante das críticas da platéia.
Para marcar o I Fórum, a Casa do Teatro começou no evento um abaixo-assinado que pretende colher seis mil assinaturas para a criação do Conselho Municipal de Cultura. A lista será entregue no dia da posse do novo prefeito, dia 1º de janeiro.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Já é passado
FÓRMULA 1
Parece que aos poucos a polêmica sobre a controversa manobra de Lewis Hamilton sobre Kimi Raikkonen no GP da Bélgica do último fim de semana está esfriando. O motivo de toda a confusão foi que, ao cortar a chicane anterior à reta dos boxes e devolver a posição para Raikkonen de forma "duvidosa", Hamilton foi punido pelos comissários da prova e acabou perdendo a vitória, ficando apenas em terceiro lugar, entregando de bandeja o lugar mais alto do pódio para Felipe Massa, seu rival direto na luta pelo campeonato.
A corrida de Monza pode ser disputada sob chuva, assim como foi a da Bélgica
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Raoni Frizzo
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domingo, 31 de agosto de 2008
veja a educação pela Veja
MÍDIA
e tempo, faltou-me dedicação. Há uma semana venho adiando o que muitas páginas já deram, mas a minha indagação e indignação continuam aqui.Na edição do último dia 20, a Veja superou os limites do jornalismo sério. Muito eu ouvia da revista, sua tendenciosidade e falta de seriedade, mas me permiti compovar, mais ainda, na matéria sobre educação: "Você sabe o que estão ensinando a ele?"
Na reportagem de Monica Weinberg e Camila Pereira, sem rodeios - como inicia a matéria - o texto fala de Che Guevara, Paulo Freire e Marx como inspiradores para uma doutrinação esquerdista pelos professores na educação brasileira, tanto pública quanto privada.
Abaixo, um trecho - para mim - o mais surpreendente do tendencionismo e da banalização de grandes pensadores que acrescentaram em muito na luta pela igualdade social.
"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de aprovação de citações positivas, 14% neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico e teórico alemão Abert Einstein, talvez maior gênio da história da humanidade."
Paulo Freire foi o grande criador do método de educação para adultos, em que parte do princípio que a alfabetização se dá partindo da realidade do educando. Passou da teoria à prática nas áreas carentes do Nordeste. A fúria da Veja é contra qualquer ascenção das classes menos favorecidas e, qualquer um que possa propiciar isso, não serve para ela.
A revista se baseou em pesquisas para assumir e publicar que professores disseminam ideologias esquerdistas aos alunos. Entre elas, a mais indignante para a Veja foi a de que para 78% dos professores atribui à escola, antes de tudo, a função de "formar cidadãos" à frente de "ensinar a matéria" ou "preparar as crianças para o futuro".
Para a Veja, formar empresários capitalistas que enriquecem a classe dominante vem antes de qualquer base, fundamentação e conceito de cidadania. É por isso que as coisas estão como estão.
O problema não é a Veja ter uma visão. O grande problema é as pessoas tê-la como fonte de informação e se basearem nela para formar opinião.
Se quiser fazer um jornalismo tendencioso, que assim o faça, assumindo o seu lado, a sua posição, como tantos veículos de esquerda e alternativos.
Está na hora de termos um olhar mais crítico sobre a mídia e não aceitar tudo o que nos é transmitido.
É preciso tirá-la do topo de mais vendida no Brasil, antes de uma lavagem cerebral.
Foto: Veja Online
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Reunião da confraria militar
A reunião, que ocorreu no último dia 07, foi um protesto contra a possibilidade de contestação à Lei de Anistia e abertura de processos contra torturadores da ditatura militar. O evento veio a calhar talvez por, dias antes, o Ministro da Justiça Tarso Genro e o secretário especial de direitos humanos Paulo Vanucchi terem defendido a punição dos torturadores a serviço do estado.
Algumas frases dos que estavam presentes na reunião mostram a aclamação ao autoritarismo e o dramático pavor ao comunismo, socialismo, Marx e tudo mais que possa pôr em risco o sistema ditatorial. Foram, portanto, publicadas na Carta Capital por Leandro Fortes, que cobriu a instinta reunião de idéias calcadas de conservadorismo.
“A anistia de 1979 não era para idealistas que rompiam com a legalidade na esperança de um país melhor. Era anistia para marxistas, marxistas-leninistas, revolucionários maus, perversos, que não perdoam a derrota”. (General Sérgio Augusto Coutinho, ex-chefe do CIE) “O revanchismo não é só um prazer de quem faz, porque esse prazer é de uma pessoa que é um revolucionário, que é um marxista-leninista, e, portanto, ele tem ainda um sonho, o sonho do socialismo do proletariado”. (General Coutinho, provavelmente se referindo ao ministro Tarso Genro ou ao presidente Lula)
“O pessoal que hoje se insurge contra a lei que os beneficiou estava fora do País, não estava nem trabalhando. Estavam (sic) vivendo às custas de dinheiro da conspiração internacional”. (Ribas Paiva, sobre o que ele alega ser a ingratidão da esquerda com a Lei da Anistia)
“Na Polônia, elegeram um metalúrgico, fez (sic) a experiência. Mas os poloneses tiveram inteligência suficiente de elegê-lo uma única vez e nunca mais! Aqui, demos um exemplo magnífico para a história dos povos e elegemos um metalúrgico, inclusive com o charme de falar (sic) com quatro dedos. Não tivemos a sabedoria dos poloneses e o reelegemos. A culpa é nossa, temos que aturar. Mas o mandato é certo, no final, vão sair. O presidente, o ministério e toda a turma que subiu com ele vai ficar (sic) nos seus devidos lugares. Ele será, sem dúvida nenhuma, um excelente presidente de sindicato, isso, provavelmente, dos metalúrgicos. Se for dos professores, vai meter os pés pelas mãos, como está metendo no governo”. (Zveiter, tropeçando no português, zombando da deficiência física do presidente Lula e insuflando o preconceito de classe, sob aplausos e gargalhadas, no Clube Militar)
Foto: Carta Capital
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domingo, 17 de agosto de 2008
Quando o chão é o fim da linha
Diego Hypólito vai ao chão na final do solo: o ginasta não se conformou com o resultado e ficou desolado
Jade caiu duas vezes na final do salto sobre a mesa, ficando em sétimo lugar
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Raoni Frizzo
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Depende do ponto de vista, no caso americano
PEQUIM 2008
Tradicionalmente, a lista de classificação de medalhas nas Olimpíadas é feita pela quantidade de medalhas de ouro adquiridas. No entanto, os EUA através da sua imprensa, vem aderindo um novo método para se beneficiar, uma listagem com a contagem do total de medalhas, o que faz com o que os americanos tomem o primeiro lugar na classificação.
No portal online do jornal "The New York Times", essa afirmação concretiza a prepotência dos EUA até nos esportes.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Meninas do futebol
As meninas do futebol continuam encantando! O Brasil derrotou a Nigéria hoje com o placar de 3 a 1. Com a vitória, a seleção garantiu a classificação para as quartas-de-final invicta. Agora, as jogadoras encaram, na sexta-feira às 7h, horário de Brasília, a Noruega, que derrotou por 5 a 1 o Japão pelo grupo F.
O destaque do jogo de hoje foi Cristiane, autora dos 3 gols brasileiros. Depois de sofrer um gol, a seleção feminina partiu para o ataque e abusou das jogadas aéreas. Dois minutos depois de ter marcado o primeiro gol, de cabeça, Cristiane fez o segundo. O terceiro veio aos 19 minutos do segundo tempo. Depois disso, as meninas apenas administraram o resultado.
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foto: AP
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Adilson Jorge
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Brasil vence mais uma no vôlei
A equipe masculina de vôlei venceu novamente em Pequim, dessa vez a “família Bernardinho” derrotou o primeiro rival de peso da competição, a Sérvia, seleção com grande tradição nesse esporte. Mesmo sem a presença de Giba, poupado por causa de uma tendinite no ombro direito, os brasileiros venceram de virada por 3 a 1, parciais de 25-27, 25-20, 25-17 e 25-21. Depois de um início equilibrado, o Brasil precisou apenas adminstrar o resultado.
No lugar de Giba, ovacionada pela torcida mesmo sem tirar o agasalho, Bernardinho escalou Murilo, jogador que teve destaque na partida. “Contra estes times a gente sabe que tem que jogar 100%. A gente demonstrou isso nos últimos três sets. Não podemos relaxar um único segundo”, disse o jogador, segundo a UOL.
Agora o Brasil tem quatro pontos e volta a competir na quinta-feira, contra a Rússia, às 1h30, horário de Brasília. Contra a Polônia, atual vice-campeã mundial, a seleção da Sérvia precisará se recuperar das duas derrotas consecutivas para ainda sonhar com o pódio.
foto: Reuters
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Bolsa Família tem desligamentos voluntários
ARTIGO
Poucas vezes ouvimos falar dos benefícios do Bolsa-Família. De fato, o que está mais visível na mídia e na boca das pessoas - classe média e alta - são as críticas a projetos assistencialistas como este. No entanto, a edição de ontem (11/08) do Estadão me surpreendeu. Uma matéria de página inteira falando de beneficiados do sistema que, ao melhorarem as condições de vida, pedem voluntariamente o seu desligamento. A matéria já inicia com um diferencial, tendo na íntegra a pequena carta de uma beneficiária do programa em que pedia para ser desligada. Eis a carta abaixo:"Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa-Família, os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigado."
Até agora, desde a criação do programa em 2004, constam mais 60 mil pedidos de desligamento, sendo a maior parte na região sul e sudeste. Dados como estes mostram que as pessoas não estão se acomodando, diferente do que está sempre na boca do povão.
O fato é que para a maioria das pessoas beneficiadas, uma renda extra no final do mês ajuda em muito no sustento da família. Portanto, para não perder o auxílio, a ida à escola torna-se um compromisso forte e constante para pais e filhos. Para incentivar atitudes voluntárias de honestidade como esta, o governo permite que caso a família necessite novamente da bolsa, ela pode se reinscrever. Em outra situação, quando o governo verifica o aumento da renda, a família tem um prazo para ter a certeza de que conseguirá se manter e não voltar para a linha de probreza. Claro que não podemos generalizar.
Há muitas pessoas que se aproveitam do assistencialismo, mas tem muita gente que necessita e aproveita muito bem o benefício. O senso comum deveria deixar de ser senso comum, dissipando opiniões meramente anti lulistas.
Foto: divulgação
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Nossas primeiras medalhas
Agora desencantou! O Brasil saiu do zero na contagem de medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim. E isso graças ao Judô, esporte que sempre traz bons resultdos para o nosso país. Depois de algumas decepções, como a queda do bicampeão mundial João Derly, a equipe brasileira mostrou força nesta segunda-feira e conseguiu obter duas surpreendentes medalhas de bronze.
Leandro Guilheiro repetiu Atenas-2004 e ficou com o bronze na modalidadefoto 1: Marcelo Pereira/Terra
foto 2: Reuters
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sábado, 9 de agosto de 2008
Mesmo sem entrosamento, Ana Paula e Larissa estréiam com vitória
Nem mesmo a falta de entrosamento (e a Xuxa) impediu que Ana Paula e Larissa estreassem com vitória em Pequim
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Delegação brasileira na cerimônia de abertura
OLIMPÍADAS 2008 - ABERTURA
Assista a entrada dos atletas brasileiros na grandiosa festa de abertura dos Jogos Olímpicos. Transmissão da TV Globo.
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Diego Hypólito confirma favoritismo
OLIMPÍADAS 2008 - GINÁSTICA ARTÍSTICA
No solo, Diego preferiu não executar o exercício "Hypólito" - um duplo twist carpado com pirueta -, por ser a competição apenas classificatória. O ginasta recebeu dos juízes a nota 15.950. "Foi um bom trabalho, eu estou muito feliz. A série foi muito boa. Fiquei muito satisfeito com o resultado" disse o brasileiro ao SporTV.
A final do solo ocorre apenas no dia 17 de agosto. Os grandes adversários do brasileiro são o canadense Kyle Shewfelt, a jovem revelação chinesa Zou Kai e o romeno tricampeão mundial Marian Dragulescu.
Foto: Reuters
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Michael Phelps quebra recorde olímpico
OLIMPÍADAS 2008 - NATAÇÃO
A promessa está se concretizando. O nadador norte-americano - que declarou antes do início dos Jogos Olímpicos que iria quebrar diversos recordes nas piscinas chinesas, superando - está cumprindo sua palavra. O primeiro feito ocorreu na prova classificatória para os 400m medley. Phelps garantiu o melhor tempo para a final com 4min7s82. A melhor marca até então também era do nadador, 4min8s26. A final do estilo ocorre na noite desse sábado, às 23h, manhã de domingo em Pequim.
"Estou muito satisfeito com o tempo. Não pensava que nadaria tão rápido nas eliminatórias. Agora tudo o que sei é que amanhã [sábado à noite, no Brasil] quero estar na raia do centro", disse o norte-americano.
Phelps já tem oito medalhas olímpicas - seis delas de ouro. Em Pequim, ele pode se tornar o maior vencedor da história da competição. Para o feito, ele precisa ganhar quatro medalhas, das oito que disputará. Com esse feito, o nadador quebrará o recorde do também americano Mark Spitz, sete vezes campeão olímpico (Munique 1972).
O brasileiro Thiago Pereira, revelação dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, ano passado, ficou com entre os oito finalistas 4min11s74. "Foi melhor do que em 2004, em Atenas. Não esperava que os tempos dos outros adversários fossem tão fortes. Cansei no final, mas não nadei no meu limite. Amanhã será um novo dia.", disse o brasileiro em reportagem da BBC Brasil.
Confira a classificação dos oito finalistas:
1º- Michael Phelps (EUA) - 4min07s82
2º- Laszlo Cseh (HUN) - 4min09s26
3º- Luca Marin (ITA) - 4min10s22
4º- Ryan Lochte (EUA) - 4min10s33
5º- Gergo Kis (HUN) - 4min10s66
6º- Alessio Boggiatto (ITA) - 4min10s68
7º- Brian Johns (CAN) - 4min11s41
8º- Thiago Pereira (BRA) - 4min11s74
foto: site Globo Esporte
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
O início de um evento sem fronteiras
Um lindo espetáculo pirotécnico marcou a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim
Com um belo efeito de luzes mostrando a contagem regressiva, a cerimônia começou pontualmente ás 20 horas do horário de Pequim (9 horas da manhã de Brasília). A delegação brasileira entrou para fazer o seu desfile uma hora e meia depois do início da festividade, com o iatista Robert Scheidt carregando a bandeira brasileira, liderando um esquadrão de atletas que compõem a maior delegação brasileira na história dos Jogos Olímpicos. Aliás, o Brasil foi bastante ovacionado pela platéia chinesa, assim como as outras nações, incluindo os EUA, que teve seu único momento de vaias quando o presidente George Bush apareceu no telão do estádio.

Robert Scheidt foi o porta-bandeira do Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos, trazendo consigo o resto da delegação brasileira
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O Rio de Janeiro sob olhos burgueses
E as balas perdidas? Muito trombadinha em Copacabana? E a linha vermelha? Não vi bala perdida. Não fui roubada por um arrastão. Passei na linha vermelha e vi favelas, uma de cada lado, apenas. E, diante disso, me questiono será que estou inerte, mergulhada ao conto de fadas carioca das músicas "jobinianas", da bossa nova ou das novelas de Manoel Carlos? Não sei. Apenas sei que me apaixonei pela cidade que se veste de alegria, de vida, de emoção em cada esquina, em cada praia que em cada onda traz o mar dentro da cidade.
E Drummond estava certo quando diz que no mar estava escrita uma cidade.Eu poderia me abalar e de fato me abalei - não constantemente pois fui incendiada pelo deslumbramento daquilo que não pertence a minha constante realidade - com as portas que trabalhadores abriam delicademente para eu entrar, com os garçons a me servir, assim como serviçais.
Meus olhos tornaram-se portanto e por algum tempo tão burgueses que tive medo de ver a cidade mais marvilhosa do que ela mesmo se propõe a ser. E, de fato, existem dois lados inevitáveis. A orla se distancia do subúrbio. A vida cheia de graça, calorosa, não pertence aos morros cariocas, pois é a vida dura de muita gente trabalhadora, igual aqui e em todo lugar.Tornei a pensar.
No entanto, mesmo visto pelos meus temporários olhos burgueses, não há como se enganar porque a beleza natural, incomparável, interminável e inexplicável está ali, para quaisquer olhos verem. E esta paisagem foi criada por um só, é de todos e não é de ninguém.Portanto, sim, o Rio de Janeiro continua incessante e emocionadamente lindo.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Preço de banana, mas por quilo
A banana é um dos produtos de maior exportação do Brasil
O governador do estado de São Paulo, José Serra, sancionou no último dia 23 uma lei, de número 13.174, que determina a venda de banana por quilo e não por dúzia, como usualmente é feita.
Os comerciantes que desobedecerem a lei poderão pagar multa que varia de R$ 297,60 a R$ 297.600. Porém, o valor poderá variar conforme as condições econômicas do vendedor e a quantidade do produto vendido, por exemplo.
A lei é de autoria do deputado Samuel Moreira, do PSDB, e, segundo ele, atende a uma reivindicação dos produtores da fruta do Vale do Ribeira, local da maior produção no estado. De acordo com os produtores, eles perdem cerca de R$ 90 milhões.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Liberdade de imprensa ameaçada nos Jogos Olímpicos
PEQUIM 2008
O jornal “L’Équipe” publicou ontem uma declaração do Comitê Organizador das Olimpíadas de Pequim que diz sobre algumas restrições ao acesso à internet no país-sede. “Durante os Jogos, nós forneceremos um acesso à internet que seja apenas suficiente para os jornalistas”, disse o Comitê através de seu porta-voz Sun Weide.
Essa postura da China vem contra a promessa feita de que o acesso à rede mundial estaria totalmente liberado durante os eventos para um melhor trabalho dos profissionais de imprensa que cobrirão os Jogos Olímpicos.
A liberdade total do acesso à internet não acontece normalmente no país. O governo chinês bloqueia os sites que são contrários ao regime do país, entre eles o da Anistia Internacional, o site do movimento espiritual Falugong e da BBC.
Segundo matéria da UOL, o presidente do Comitê Olímpico Australiano, John Coates, irá conversar com as autoridades chinesas para retirarem estas restrições, pois como o Comitê Olímpico Internacional, ele vê a medida como séria e prevê prejuízo para a imprensa.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Preparação?
Jogadores da seleção comemoram gol contra Cingapura, na preparação para as Olimpíadas
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