Muitos não pensam assim. A imigração ilegal, principalmente nas últimas décadas, criou proporções gigantescas. O sonho de realizar os crescimentos profissional e pessoal em países desenvolvidos tem levado ao extremo pessoas de todo o mundo. Esse desejo de realização é barrado nos assuntos legais, que se diferencia de um país para outro, e tornou-se um grave problema internacional. Imigrantes ilegais e refugiados são presos diariamente em todo o planeta. "O imigrante que busca o mercado de trabalho norte-americano, por exemplo, foge de uma condição de penúria econômica, o que beira a condição de um refugiado", diz o professor de Direito Internacional da Universidade São Francisco, Alex Real Ferreira.
As estatísticas oficiais do Ministério das Relações Exteriores mostram que desde a década de 1980 o fenômeno da emigração é realidade na sociedade brasileira. Hoje, segundo dados do Ministério, cerca de 1,5 milhão de brasileiros vivem fora do Brasil e 3,5 milhões viajam ao exterior por motivos diversos como turismo e negócios.
Mas “fazer a vida”, como alguns dizem, em outro país não é tarefa fácil. Os países desenvolvidos – destino da maioria desses brasileiros – têm criado políticas de imigração severas. Ter todos os documentos em mãos e provar o objetivo da estadia nos países é uma tarefa complicada para os brasileiros que vão aos países com o intuito de trabalhar. Muitos deles entram com estudantes e permanecem no país mesmo depois de vencido o visto.
“Tenho medo de gastar tanto dinheiro. Investir esse valor tão alto e ser barrada logo no aeroporto”, disse Maria. “Além de que terei que levar os meus dois filhos, sendo uma ainda de menor, com 13 anos. Não quero passar pelo risco de vê-los sendo humilhados ou até mesmo presos como bandidos no aeroporto”, completou.
Passar pela imigração nos aeroportos europeus e americanos não é fácil mesmo para os que estão com toda a documentação exigida. Angelina de Almeida, que atualmente mora em Milão, na Itália, onde trabalha como modelo, afirma que a discriminação acontece e que várias outras amigas e amigos passam pela mesma situação. “Viajo muito por conta do trabalho. Sempre quando chego em um aeroporto, fazem muitas perguntas e já chegou vezes nas quais o funcionário da imigração me tratou como se eu fosse entrar no país para me prostituir”, lembrou.








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